Potenciais da mulher na pré-campanha

Apr 22, 2021

O atual cenário político das mulheres brasileiras é representado por 7 senadoras, 77 deputadas federais, 161 deputadas estaduais, 660 prefeitas, 905 vice-prefeitas e 9.136 vereadoras. Estamos falando de aproximadamente 11 mil mulheres. Elas deixaram de ser estatística - até por exigência legal - dentro do partido, para ganhar espaço, respeito e reconhecimento.

Comparado à eleição de 2010, o Senado Federal manteve-se com sete mulheres eleitas. Já em uma análise percentual das eleições de 2018, a Câmara Federal teve um aumento considerável de 51% (o que representa 15% de mulheres na sua composição), as câmaras estaduais tiveram um aumento de 35% (o que representa 15% de mulheres na sua composição). No âmbito municipal, também em relação à eleição de 2018, as câmaras de vereadores registraram um aumento de 16%, enquanto as prefeituras e vice-prefeituras tiveram um incremento de 12% e 16%, respectivamente. 

Com os dados apresentados, retomamos a pergunta do título: mulheres, por que se candidatar? 

A primeira e principal resposta deve ser a mais taxativa: porque a baixa representatividade pode gerar muitas consequências na vida de todas as brasileiras. 

Segundo o IBGE, cerca de 34 milhões de mulheres vivem em situação de pobreza ou extrema pobreza. Muitas são chefes de família, mães solteiras ou estão desempregadas. E aquelas que estão no mercado de trabalho se deparam, muitas vezes, com a disparidade salarial, com o assédio moral e sexual. Sem contar com a violência doméstica como uma fonte permanente de temor e preocupação, ainda mais nessa conturbada época de pandemia. 

Portanto, ingressar na vida política é a chance de mudar essa realidade por meio da criação, execução e investimento em políticas públicas. 

Além disso, as mulheres em posição de liderança inspiram de imediato outras mulheres. Os projetos encabeçados por elas, em sua maioria, priorizam temas de situações já vivenciadas. Como por exemplo, a aprovação da Lei Maria da Penha, que criou condições de proteção para as vítimas de violência doméstica e a chamada “PEC das Domésticas”, que trouxe igualdade aos direitos trabalhistas das secretárias do lar.

Agora, reflita nas questões abaixo. Se as respostas forem sim, saiba que você já é uma candidata em potencial.

1- Sente o desejo de mudar a realidade social no local onde vive?

2 - É uma mulher influente em sua comunidade?

3 - É sincera e se importa com o  bem estar e com os problemas locais da sua vizinhança?

4 - Gosta de estudar política e realizar projetos?

5 - É voluntária e participa de ações sociais?

6 - Gosta de conectar pessoas, participar de reuniões, ouvir e falar em público?

7 - É influente no mundo digital?

8 - Quer colocar o fim na desigualdade social e de gênero e racial?

Depois de pensar nas questões sociais e políticas, e nas experiências já vivenciadas, tire um tempo para listar os assuntos que mais te interessam e, faça deles, suas bandeiras. Responda para si, ao assumir a liderança, quais serão os meus objetivos?  

Próximo passo: invista em um treinamento para obter estratégias assertivas para a sua campanha. Paralelamente, comece a interagir e se conectar com as pessoas e conquiste apoio e simpatia!

Lembre-se que as candidatas têm muita força para angariar votos porque as mulheres são responsáveis pela maioria (51,5%) do eleitorado no Brasil. São 77 milhões de brasileiras com a oportunidade de votar na sua candidata para serem representadas por outras.

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